A Argus Media, fornecedora independente de inteligência de mercado para os mercados globais de energia e commodities, realizou na quarta-feira (05), em São Paulo, um workshop que reuniu especialistas para discutir a formação de preços e dados de inteligência de mercado sobre diesel.
O presidente da BRASILCOM Abel Leitão participou do painel “Os desafios de precificação do diesel ao longo da cadeia de suprimentos”, que contou com a moderação do gerente de desenvolvimento de negócios da Argus, Amance Boutin, e presença do diretor de trading da Ipiranga, Victor Coimbra, e do diretor de suprimento – matéria prima da Suzano, Fernando Sanches.
Leitão falou sobre as incertezas, os desafios logísticos e as assimetrias que recaem de maneira muito acentuada na distribuição regional, que tem papel-chave no país, tanto na capilaridade do abastecimento – uma vez que atende cerca de 2.200 dos poucos mais de 5 mil municípios brasileiros –, como na concorrência de preços. “As bandeiras brancas têm custos menores e assim podem oferecer os menores preços do mercado, o que é um importante elemento do ecossistema para determinar preços.”
O presidente da BRASILCOM destacou o trabalho do governo no combate ao crime organizado, que também está presente no setor de combustíveis. “É muito importante que esse processo continue, pois aproximadamente R$ 20 bilhões são sonegados anualmente no país.”
Outro fator relevante, segundo Leitão, é o mandato de 15% na mistura de biodiesel de base éster no diesel. Estudos da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostram que esse teor traz problemas de entupimento nos veículos, entre outros, e aumento de custos. “Isso não é positivo para o consumidor de biodiesel.”




